O Guardador de Rebanhos
VII
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo...
E não do tamanho de minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe do céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar.
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
("Pus no Caeiro todo o meu poder de despersonalização dramática, pus em Ricardo Reis toda a minha disciplina mental, vestida da música que lhe é própria, pus em Alvaro de Campos toda a a emoção que não dou a mim nem à vida")
Fernado Pessoa (1888 - 1935)
VII
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo...
E não do tamanho de minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe do céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar.
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
("Pus no Caeiro todo o meu poder de despersonalização dramática, pus em Ricardo Reis toda a minha disciplina mental, vestida da música que lhe é própria, pus em Alvaro de Campos toda a a emoção que não dou a mim nem à vida")
Fernado Pessoa (1888 - 1935)
Um comentário:
Imperador?
Pq vc não entre em uma livraria e proclama:
- Eu quero, Editora Nova Aguilar, eu quero! Para mim, a obra completa de Fernando Pessoa. Para meu marechal, o Aldrin, campeão da batalha de Estrombosky, a obra completa de Leon Tolstói. E ai de quem não obedecer. Cabeças rolarão!
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