Via-Láctea
Sob a visão de Olavo Bilac
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E vos direi, no entanto,
Que para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E vos direi: Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".
"Uma das mais antigas lembranças poéticas, nem me lembro com quantos anos a li pela primeira vez, mas desde então, figura em meus pensamentos".
terça-feira, 29 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
Amigos....
Da série: Vejo esse Clip, me lembro do(a)...
Ivana
Sei não, mas acho que é por causa da história de "Xanadu". Ainda me pego rindo imaginando a cena dela com os joelhos esfolados e chorando no cinema...
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Ontem, Hoje e Sempre...
Nascido Farrokh Bulsara em 5 de setembro de 1946 na Tanzânia, morou na Índia quando criança e, aos 17 anos, mudou-se para o Reino Unido e tornou-se cidadão britânico
Essa é uma das minhas primeiras lembranças musicais.
Praticamente fui alfabetizado com Queen.
Difícil, mas Radio Ga Ga é sem dúvida a minha preferida do grupo...
Emocionante...
Eterno...
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
A Pele que Habito
Um Almodóvar moderno e original - mesmo tendo o roteiro adaptado do romance Mygale de Thierry Jonquet.
Longe de ser genial - como Tudo sobre minha Mãe, Fale com Ela ou, mesmo Carne Trêmula -, porém bem mais interessante do que Má Educação ou Abraços Partidos, Almodóvar encontrou no romance de Jonquet traços característicos de sua filmografia - algo como historia e personagens bizarras, chegando ao surreal.
A Pele que Habito, nos mostra um Antonio Bandeiras de volta a sua terra natal na pele de um cirurgião plástico bem sucedido, que perde a mulher e pouco depois a filha. Contado em dois tempos, encontramos o dr. Roberto com sua criatura (presente) e pouco a pouco, desvendamos todos os elos que ligam Vera à historia de perda do dr. (passado).
Contar mais é estragar o filme.
Para entender melhor Almodóvar
Tudo sobre minha Mãe (Todo sobre mi Madre, 1999)
Fale com Ela (Hable con Ella, 2001)
Carne Trêmula (Carne Tremula, 1998)
Volver (idem, 2006)
Abraços Partidos ( Los Abrazos Rotos, 2010)
Má Educação (La Mala Educacion, 2004)
Mulheres a beira de um Ataque de Nervos (Mujeres al Borde de um Ataque de Nervios, 1988)
Ata-me (Atame!, 1990)
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Garganta Profunda se fecha
Mostrando grande habilidade com o microfone em seus filmes, alguém teve a brilhante ideia de lançar Andrea True como cantora. Pode ter feito sucesso nos anos 70, mas é muito cafona...
Andrea faleceu no dia 7 de novembro, mas só divulgado no dia 20 de causa desconhecida aos 67 anos...
Releitura...
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.
(Novamente ele: Carlos Drummond de Andrade)
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
"Eu quero ver a fronteira...
... antes que ela desapareça."
John Dunbar
ou melhor
Dança com Lobos
Assim como na vida, no cinema tenho predileção por personagens que se redescobrem em suas missões.
No caso John Dunbar - de Kevin Costner -, se redescobre Dança com Lobos num faroeste laureado com sete Oscar's, incluindo melhor filme e direção. Com roteiro de Michael Blake, baseado em seu próprio livro, nos leva ao oeste americano e do contato do homem branco com os índios Sioux e sua inevitável transformação. Melodramático e sentimental, mas também lírico, Dança com Lobos é um épico sobre redescobertas e valores, presentes nas três horas de filme.
Já na vida real, Dança com Lobos marca minha "estréia" no cinema, justo num épico - e eu, amo épicos - de imagens e historias fortes. Na vida também tenho predileções por pessoas que se redescobrem ao longo da vida.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Minha Infância
Da série: Minha Infância
Essa ficou retida na lembrança...
Em 1983 ainda havia:
Relação entre mães e filhos
São Joaquim de Bicas era bom pra criança
Primeiro ano de escola...
Ainda restavam dentes de leite
E cicatrizes nos joelhos e cotovelos...
Papai Noel e Coelho da Páscoa já tinham ido embora, mas ainda restava inocência.
Não havia TV em casa
Nem videogame
Nem bicicleta
Mas vivíamos como crianças de verdade
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Central do Brasil
Daqui há alguns dias sairá a lista dos indicados ao Globo de Ouro. Provavelmente o Brasil não terá represente, já que Tropa de Elite 2 não poderá concorrer devido as regras da associação e Bruna Surfistinha não teve boa recepção. Vale lembrar que Tropa de Elite é o representante do Brasil para o Oscar 2012.
Deixo aqui uma lembrança do que considero o melhor filme já realizado no país.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Mais de Trinta
Quem tem mais de 30 certamente se lembra de Kim Karnes com sua voz rouca cantar Bete Davis Eyes.
A Via Láctea...
Da série: Mais um ano!
(Completando sete anos hoje)
(Completando sete anos hoje)
Quando tudo está perdido
sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre exite uma luz
Mas não me diga isso
Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima
Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor
mas não me diga isso
É só hoje e isso passa
Só me deixa aqui quieto
Isso passa
Amanhã é outro dia não é
Eu nem sei por que me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mim
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não em dê atenção
Mas obrigado por pensar em mim
Quando tudo está perdido
Sempre exite uma luz
Quando tudo está perdido
sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser quem eu sou
mas não me diga isso
Não em dê atenção
E obrigado por pensar em mim
(por Renato Russo)
domingo, 13 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Rola Mundo
da série: Minhas preferidas de Drummond
Vi moças gritando
numa tempestade.
O que elas diziam
o vento largava,
logo devolvia.
Pávido escutava,
não compreendia.
Talvez avisassem:
mocidade é morta.
Mas a chuva, mas o choro,
mas a cascata caindo,
tudo me atormentava
sob a escureza do dia,
e vendo
eu pobre de mim não via
vi moças dançando
num baile de ar.
Vi corpos brandos
tornarem-se violentos
e o vento os tangia.
Eu corria ao vento,
era só umidade
era só passagem
e gosto de sal.
A brisa na boca me entristecia
como poucos idílios
jamais o lograram;
e passando,
por dentro me desfazia.
Vi o sapo saltando
uma altura de morro;
consigo levava
o que mais me valia.
Era hediondo
e meigo: veludo,
na mole algidez
parecia roubar
para devolver-me
já tarde e corruta,
de tão bajulada
uma velha medalha
em que dorme teu eco.
Vi outros enigmas
à feição de flores
abertas no vácuo.
Vi saias errantes
demandando corpos
que em gás se perdiam,
e assim desprovidas
mais esvoaçavam,
tornando-se roxo,
azul de longa espera,
negro de mar negro.
Ainda se dispersam.
Em calma, longo tempo,
nenhum tempo, não me lembra.
Vi o coração de moça
esquecido em jaula.
Excremento de leão,
apenas. E o circo distante.
Vi os tempos defendidos.
Eram de ontem e de sempre,
e em cada país havia
um muro de pedra e espanto,
e nesse muro pousada
uma pomba cega.
Como pois interpretar
o que os heróis não contam?
Como vencer o oceano
se é livre a navegação
mas proibido de fazer barcos
Fazer muros, fazer versos,
cunhar moedas de chuva,
inspecionar os faróis
para evitar que se ascendam,
e devolver os cadáveres
ao mar, se acaso protestam,
eu vi: já não quero ver.
E vi minha vida toda
contrair-se num inseto.
Seu complicado instrumento
de voo e de hibernação,
sua cólera zumbidora,
seu frágil bater de élitros,
seu brilho de por de tarde
e suas imundas patas...
Joguei tudo no bueiro.
Fragmentos de borracha
e
cheiro de rolha queimada:
eis quanto me liga ao mundo.
Outras riquezas ocultas,
adeus, se despedaçam.
Depois de tantas visões
já não vale concluir
se o melhor é deitar fora
a um tempo os olhos e os óculos.
E se a vontade de ver
também cabe ser extinta,
se as visões, interceptadas,
e tudo mais abolido.
Pois deixa o mundo existir!
Irredutível ao canto,
superior à poesia,
rola, mundo, rola mundo,
rola o drama, rola corpo,
rola o milhão de palavras
na extrema velocidade,
rola-me, rola meu peito,
rola os deuses, os países,
desintegra-te, explode, acaba!
.
Vi moças gritando
numa tempestade.
O que elas diziam
o vento largava,
logo devolvia.
Pávido escutava,
não compreendia.
Talvez avisassem:
mocidade é morta.
Mas a chuva, mas o choro,
mas a cascata caindo,
tudo me atormentava
sob a escureza do dia,
e vendo
eu pobre de mim não via
vi moças dançando
num baile de ar.
Vi corpos brandos
tornarem-se violentos
e o vento os tangia.
Eu corria ao vento,
era só umidade
era só passagem
e gosto de sal.
A brisa na boca me entristecia
como poucos idílios
jamais o lograram;
e passando,
por dentro me desfazia.
Vi o sapo saltando
uma altura de morro;
consigo levava
o que mais me valia.
Era hediondo
e meigo: veludo,
na mole algidez
parecia roubar
para devolver-me
já tarde e corruta,
de tão bajulada
uma velha medalha
em que dorme teu eco.
Vi outros enigmas
à feição de flores
abertas no vácuo.
Vi saias errantes
demandando corpos
que em gás se perdiam,
e assim desprovidas
mais esvoaçavam,
tornando-se roxo,
azul de longa espera,
negro de mar negro.
Ainda se dispersam.
Em calma, longo tempo,
nenhum tempo, não me lembra.
Vi o coração de moça
esquecido em jaula.
Excremento de leão,
apenas. E o circo distante.
Vi os tempos defendidos.
Eram de ontem e de sempre,
e em cada país havia
um muro de pedra e espanto,
e nesse muro pousada
uma pomba cega.
Como pois interpretar
o que os heróis não contam?
Como vencer o oceano
se é livre a navegação
mas proibido de fazer barcos
Fazer muros, fazer versos,
cunhar moedas de chuva,
inspecionar os faróis
para evitar que se ascendam,
e devolver os cadáveres
ao mar, se acaso protestam,
eu vi: já não quero ver.
E vi minha vida toda
contrair-se num inseto.
Seu complicado instrumento
de voo e de hibernação,
sua cólera zumbidora,
seu frágil bater de élitros,
seu brilho de por de tarde
e suas imundas patas...
Joguei tudo no bueiro.
Fragmentos de borracha
e
cheiro de rolha queimada:
eis quanto me liga ao mundo.
Outras riquezas ocultas,
adeus, se despedaçam.
Depois de tantas visões
já não vale concluir
se o melhor é deitar fora
a um tempo os olhos e os óculos.
E se a vontade de ver
também cabe ser extinta,
se as visões, interceptadas,
e tudo mais abolido.
Pois deixa o mundo existir!
Irredutível ao canto,
superior à poesia,
rola, mundo, rola mundo,
rola o drama, rola corpo,
rola o milhão de palavras
na extrema velocidade,
rola-me, rola meu peito,
rola os deuses, os países,
desintegra-te, explode, acaba!
.
sábado, 5 de novembro de 2011
Hummm
Humm
Mas se um dia eu chegar
Muito estranho
Deixa essa água no corpo
Lembrar nosso banho...
Humm
Mas se um dia eu chegar
Muito louco
Deixa essa noite saber
Que um dia foi pouco...
Cuida bem de mim
Então misture tudo dentro de nós
Porque ninguém vai dormir
Nosso sonho...
Humm
Minha cara pra quê tantos planos
Se quero te amar e te amar
E te amar tantos anos...
Humm
Quantas vezes eu quis ficar solto
Como se fosse uma lua a brincar no teu rosto
Cuida bem de mim
Então misture tudo dentro de nós
Porque ninguém vai dormir
Nosso sonho...
Mas se um dia eu chegar
Muito estranho
Deixa essa água no corpo
Lembrar nosso banho...
Humm
Mas se um dia eu chegar
Muito louco
Deixa essa noite saber
Que um dia foi pouco...
Cuida bem de mim
Então misture tudo dentro de nós
Porque ninguém vai dormir
Nosso sonho...
Humm
Minha cara pra quê tantos planos
Se quero te amar e te amar
E te amar tantos anos...
Humm
Quantas vezes eu quis ficar solto
Como se fosse uma lua a brincar no teu rosto
Cuida bem de mim
Então misture tudo dentro de nós
Porque ninguém vai dormir
Nosso sonho...
Assinar:
Postagens (Atom)


