terça-feira, 30 de setembro de 2008

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Adeus, Lênin

Não há como não comparar o filme alemão "Napola" com o americano "Sociedade dos Poetas Mortos" - e indícios não faltam. Ambos se passam em uma escola autoritária - aqui há o agravante de que a escola em questão seja da elite nazista - falam da amizade de seus internos e da tortura psicológica imposta pelo regime - nos dois casos - há aqueles que não se identificam com o sistema em questão e que invariavelmente levará à uma tragédia no fim para desespero do outro. O cinema alemão tem me conquistado, seja com produções eletrizantes como "Corra Lola, corra", dramas sobre a ferida do nazismo, que além deste tem o ótimo "Filhos da Guerra" e o sempre gostoso de se ver "Adeus, Lênin". Mas como este, outros filmes não são facéis de se encontrar ou não existe em DVD no Brasil. Caso de "Tempestade de Verão" ou "O Homem mais que Desejado", este disponível em vídeo e inferior ao material ao qual foi adaptado. O certo que se você tiver a oportunidade de conhecer mais o cinema alemão, não perca a chance. Você vai descobrir que vale a pena.
Bjão

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Nos tempos de minha Avó


Hoje o tempo tá carregado. O dia nublado passa uma ideia de tristeza, mas eu recordo com saudades do tempo de criança. Tudo bem, você pode até dizer que não dá pra brincar na rua em dias de chuva, mas faço minhas as palavras de meu primo "criança não é gente". Lembro dos dias de chuva quando estava na casa de minha avó. Nunca houve limites para a gente, que transformávamos um pequeno alpendre em palácios de réis, naves interplanetárias ou a sede da sala de justiça. O cardápio seguia o ritmo da chuva. "Polvilho afogado", "fubá suado", "preguiça" tudo regado a café. Brincávamos na chuva sem se preocupar com gripes ou resfriados. Pisávamos na lama ou em poças d' água sem tomarmos conhecimentos de bactérias. Estrapolavamos os limites sem se importar de apanhar. O dia nublado me da um ar de tristeza e solidão, por que um dia ele já foi de alegria e casa cheia...


Bjão



quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Quando o amor é cruel

Para quem gosta de uma tragédia romântica !!!!?????? Não deve deixar de assistir a "Bubble", filme de um diretor israelense. Não bastasse ele tocar na relação entre dois homens, estes estão de lados opostos. Enquanto um vive com seus amigos em Tel Aviv numa aparente tranquilidade, o outro vem de uma família de mulçumanos radicais, cuja irmã acaba de se casar com o chefe de um grupo terrorista. Na impossibilidade de união, não só por que são homens, mas também por que estão inseridos num caldeirão prestes a explodir, o filme constroi de forma tocante e com bela trilha sonora, em especial, uma música que toca num momento muito delicado do filme. Seu diretor, Eytan Fox tem preferência por amores impossíveis e não perde a oportunidade de finalizar suas obras com tragédia. Por que então perder tempo assistindo a filmes assim? A resposta é simples, na vida real, também há tragédias e amores como este, estão por toda parte...

Bjão

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Republic


Em outubro próximo faz 10 anos que eu deixei minha cidade natal - Itaúna - rumo a BH. Meses depois eu e uns amigos constituimos uma republica na rua da Bahia. A partir dai, nossas vidas mais se pareceram com estes seriados de TV, com muita comédia, drama, tragédias e realizações também. Em sintese, não ficamos devendo nada à produções do tipo: Barrados no baile, Friends entre outros. A cada nova temporada - digo ano - o que se viu foram mudanças no elenco e participações mais que especiais. No final do ano passado, reunimos, parte do elenco, quero dizer integrantes, que por mais tempo permaneceram no ar. É com um ar de saudosismo, que ofereço a eles minha homenagem, e dizer-lhes que o gostinho que ficou, foi o daquele programa favorito em que corriamos pra frente da TV ao chegarmos em casa, seja do trabalho ou da escola, que por motivo algum aceitavamos perder. O programa chegou em sua última exibição, mas permanecemos nos corações de cada um ....


Um Bjão

E uma imagem que vale mais que mil palavras...

Somos uma família.



sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Top Top

Prometo contar alguns fatos relevantes sobre meus queridos e queridas amigas. Na verdade existe um Top Top, onde é preciso votar pra saber quem é mais Top no quesito Zé Ruella. Mas pra não dizerem que eu só sei falar da vida alheia, vou começar contando o que aconteceu comigo, e olhe, foi ontem mesmo. Descia eu pela Grão Mongol, quando vi um senhor de idade, cego se debatendo com uma kombi. Boa pessoa que sou - e ninguém mais se dispôs a isto - fui até ele e perguntei se queria que o ajudasse a atravessar a rua. Ele me disse que queria ir pra Contorno, e eu me prestei a guiá-lo. Porém, ele me veio com um pedaço de cartolina com alguns furos e escrito o alfabeto à mão - segundo ele é em braile - me ofereceu por R$ 5,00. Provou ser cego, pois qualquer um pode ver que eu tô na maior dureza. Quando lhe disse que não tinha dinheiro, ele me veio com um papo:
- Você já almoçou hoje? (já passava das 5 horas)
- Sim! Respondi.
- Pois é, eu não! - Neste momento percebi que ele queria me comover, como não tinha mesmo dinheiro fiquei calado.
- Ainda bem que eu não coloquei nada na boca - continuou, na esperança que eu sacasse pelo menos a "garça" da carteira - Comida é pra rico - insistiu. Nós pobres não temos este direito. Deus deu tudo pros ricos e nada pros pobres.
Permaneci em silêncio, havia se estabelecido uma batalha da sobrevivência contra a paciência, e sairia vencedor aquele que fosse mais persistente.
Pobre velho, ele não me conhece. Cansado e derrotado, ficou por ali, e eu, desci rumo a Contorno com o gostinho da vitória.
Obs. Não sou uma pessoa ruim, mas não venha tentar me comover com chantagem barata, além do mais, era mais fácil eu parar ali pra pedir ajuda também
Qualquer dia desse conto da minha amiga que resolveu ir pra Argentina, sem identidade, passaporte ou coleira de identificação...
Bjão

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Eu e o Barquinho

Tenho ouvido muita Bossa nova nestes últimos dias - leia-se Nara Leão - e não pude deixar de analisar como a música "O Barquinho" descreve muito bem o atual momento de minha vida. Apesar dos problemas, tô que nem o barquinho, deslizando sem parar, num cenário de céu completamente azul, onde prevalece o verão. Parece meloso, mas é de uma paz doida e refrescante. Afinal, quem não gostaria de sol, praia, mar azul, quando temos contas atrasadas pra pagar, ônibus cheio pra pegar, um relogio despertando cedo e um monte de gente pra quem dar satifação???É a Bossa Nova pode soar meio melosa, mas que é bom pra viajar, isto é...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Meu amigo Charlie

Além de filmes e músicas, outra grande paixão são os desenhos animados. Tenho alguns e recentemente descobri que está sendo lançado em DVD uma coleção do Snoopy, com dois episódios cada, uma pena que seja em conta gotas, está apenas no volume 4. Minha paixão por essa turma ultrapassa o tempo. Recentemente cheguei ao ponto de comprar uma pollo amarela e pintá-la de acordo com a camisa de Charlie. Muito desta paixão, eu acho, e de me ver neste personagem quando criança. Eu era praticamente um Charlie de carne e osso. Nunca havia esperimentado o gosto de ser popular ou ser considerado uma criança bonita. Me sentia tão fracassado quanto meu amigo "animado". Hoje desfruto do amor e da polularidade junto dos meus, poucos se bem verdade, amigos e fico me perguntando como estará Charlie agora. É incrivel, como se pode ser uma criança feliz, mesmo passando dos 30. Aproveito para mandar um beijão para minha pequena turma: Gê, a hipocondriaca, Ju, a amada irmã mais nova (será a Sally?????), Quel e Ivana (Bety Pimentinha e Márcia???), Joel, o primo rico, Ana C, a estrangeira e Filipe ( o garotinho ruivo!!!!).

Bjão

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

32 dentes

Ontem fui indagado por ter nascido em 1976. Fazendo as contas isto dá exatos, 32 anos. Houve uma certa ironia quanto a minha idade, mas posso dizer que sou um privilegiado. Faço parte de uma geração que terá muitas histórias pra contar. Não vivi a era disco, nem os rebolados de Elvis, mas acompanhei Madonna, desde o inicio, coincidindo com os shows no Brasil. Por falar em coincidência vi os ataques de 11 de setembro - data comemorada hoje - ainda falando de política, vi o fim da ditadura, o restabelecimento da democracia com uma eleição para presidente e sua saída logo depois, votei e vi um operário chegar a presidência do país. Vi um negro com chances de chegar à Casa Branca. Também vi o fim da era de Fidel e a queda do muro de Berlim. Vi o que a China aprendeu com o capitalismo e o fim da URSS. Vi a AIDS assolar uma geração, e outra geração a tratando de maneira banal. Vi o Brasil ser duas vezes campeão do mundo (1994/2002), é mas também vi a Argentina (1978/1986), a Alemanha (1990), a França (1998) e a Itália (1982/2006). Vi Titanic no cinema, o renascimento do cinema nacional com Central do Brasil, assim como toda a triologia de "O Senhor dos Anéis". Vi uma tsumami devastar vidas. Vi a internet, o celular, o mp3, 4... Contando parece que dá muito mais que 32 anos, mas a verdade é que tive a sorte de ver tudo acontecendo quase ao mesmo tempo.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Tô sem tempo

Aqui vai minha desculpa por não por nada no blog - eu tô sem tempo. Há quem não acredite nisto, mas a verdade é que a faculdade e o trabalho estão me tirando o maior tempo. Já não ouço minhas músicas e nem vejo meus filmes. Nem namorar eu consigo. se continuar assim vou acabar amarrando latinha. Assim que eu tiver um tempinho, vou postar um texto bacana, provavelmente de filmes, minha terceira paixão. A primeira é minha irmã... vou aproveitar para mandar um beijão. Ju tô contigo e não abro. A minha segunda e não menos importante paixão é Fi. Tô morrendo de saudade. Bjão a todos.